Pesquisadores da Unesp em Araraquara (SP) desenvolveram um sistema experimental que gera eletricidade a partir da fotossíntese de uma bactéria marinha.
Pesquisadores da Unesp em Araraquara (SP) desenvolveram um sistema experimental que gera eletricidade a partir da fotossíntese de uma bactéria marinha. O protótipo também captura dióxido de carbono e libera oxigênio, e já teve sua patente submetida ao INPI.
O projeto, liderado pela engenheira Giulia Evelin Oliveira Castro e orientado pelo professor Guilherme Peixoto, integra três módulos: um reservatório de cianobactérias, um reator bioeletroquímico e uma torre que capta luz solar. Durante a fotossíntese, as bactérias liberam elétrons que são convertidos em energia elétrica por eletrodos metálicos.
Em testes, o sistema produziu até 227 miliwatts por metro quadrado, suficiente para sensores, relógios digitais ou calculadoras. O protótipo utiliza materiais de baixo custo e não depende de organismos geneticamente modificados, tornando sua replicação mais simples e sustentável.
Além de gerar energia, o dispositivo contribui para reduzir gases de efeito estufa. Os pesquisadores agora planejam aprimorar o sistema e avaliar a viabilidade de uma futura startup em energia biofotovoltaica.
Fonte: g1.globo.com







