Corte entende que caso é administrativo e não tem relação direta com condenação por tentativa de golpe
O Supremo Tribunal Federal (STF) não deve se envolver na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL), detido nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A avaliação interna é de que o episódio não está ligado diretamente à condenação do ex-parlamentar no Brasil, sendo tratado como uma questão administrativa.
Segundo apuração, a Corte deve aguardar o desenrolar do caso sem emitir posicionamento oficial. O entendimento é que a detenção ocorreu em circunstâncias específicas no exterior, sem conexão imediata com os processos que tramitam no país.
Ramagem foi preso ao tentar comprar um carro utilizando um passaporte que já havia sido cancelado. Ele havia deixado o Brasil em outubro de 2025 com um passaporte diplomático, após ser condenado a 16 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e golpe de Estado.
Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, o ex-deputado deixou o país pela Guiana, sem passar por pontos oficiais de fiscalização. De acordo com a Polícia Federal, ele contou com o auxílio de outras pessoas na fuga, incluindo o filho de um garimpeiro, que acabou sendo preso.
O caso segue sob análise das autoridades americanas, enquanto no Brasil o STF mantém distância institucional do episódio.
Fonte: noticias.r7.com







