Medida histórica busca formar primeira geração sem tabaco e endurece regras contra fumo e vape no país
O Parlamento do Reino Unido aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei que estabelece uma das maiores mudanças já adotadas no combate ao tabagismo no país. A proposta proíbe a compra de cigarros e cigarros eletrônicos para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. O texto segue agora para sanção do rei Charles III, que já havia sinalizado apoio à iniciativa em 2023.
A medida faz parte da chamada Lei do Tabaco e Vapes e tem como objetivo reduzir gradualmente o consumo de produtos derivados do tabaco até eliminá-lo entre as novas gerações. Além da restrição de compra, o governo poderá ampliar as áreas onde o fumo é proibido, incluindo locais próximos a escolas, hospitais e espaços destinados a crianças.
Segundo o ministro da Saúde, Wes Streeting, a proposta busca criar a primeira geração sem dependência do cigarro no Reino Unido. Ele afirmou que a iniciativa deve ajudar a salvar vidas, aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde e promover uma população mais saudável, ao evitar que jovens iniciem o hábito.
Dados do Serviço Nacional de Saúde indicam que o tabagismo é responsável por cerca de 75 mil mortes por ano no país, o que representa aproximadamente um quarto dos óbitos registrados.
A decisão britânica segue uma tendência internacional de endurecimento das regras contra o tabaco. As Maldivas, por exemplo, passaram a restringir o consumo para nascidos a partir de 2007 e elevaram a idade mínima para fumar. França e Itália também adotaram medidas recentes para ampliar áreas livres de fumo em espaços públicos.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tabaco provoca mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo, incluindo fumantes passivos. Além dos impactos na saúde, a produção e o descarte de cigarros também contribuem para a poluição ambiental, sendo apontados como fatores de agravamento da crise climática.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br







