Pesquisa aponta que criminosos exploram promessas de dinheiro fácil e a credibilidade de empresas conhecidas para aplicar fraudes online
O uso do Pix combinado à imagem de grandes empresas tem sido uma das principais estratégias dos golpistas para enganar brasileiros. A constatação é da segunda edição do relatório A Jornada dos Golpes, do Observatório Lupa, que analisou 115 fraudes digitais registradas entre maio de 2024 e abril de 2026.
Segundo o levantamento, cerca de um terço dos golpes virais exige pagamento exclusivamente via Pix, enquanto 70% exploram promessas de vantagens financeiras, como falsas indenizações, vagas de emprego, benefícios sociais e brindes gratuitos.
A pesquisa mostra que os criminosos costumam repetir fórmulas já conhecidas, adaptando apenas o conteúdo a temas em evidência. Em 66% dos casos analisados, informações verdadeiras, como reportagens, decisões judiciais e programas governamentais, foram manipuladas para dar aparência de legitimidade às fraudes.
Entre as marcas mais utilizadas indevidamente estão Mercado Livre, Nubank, Shopee, Serasa e Rede Globo. Imagens de jornalistas, médicos e influenciadores também são frequentemente usadas para aumentar a confiança das vítimas.
O estudo aponta ainda que os golpes geralmente começam em redes sociais como Facebook, Instagram e TikTok e depois migram para canais privados. O WhatsApp apareceu em quase 65% dos casos registrados entre 2025 e 2026.
Para o Observatório Lupa, a compreensão dos padrões utilizados pelos criminosos é fundamental para fortalecer ações de prevenção e proteção dos usuários na internet.
Fonte: band.com.br







