Golden Retriever Dr. Holly, que já participa de ações em hospitais, passa a atuar em espaço exclusivo na sede da Guarda Civil Municipal para auxiliar crianças de 4 a 10 anos
O projeto de cinoterapia, que utiliza cães como parte de atividades terapêuticas, ganhou um novo espaço em Rio Claro (SP). O Golden Retriever Dr. Holly, conhecido pelo trabalho realizado em hospitais, agora também participa de atendimentos voltados a crianças neurodivergentes entre 4 e 10 anos.
O novo consultório foi instalado na sede do Canil da Guarda Civil Municipal (GCM) e faz parte da ampliação do projeto piloto desenvolvido na cidade. A proposta é utilizar a interação com o animal como recurso complementar ao acompanhamento realizado por profissionais da área da saúde.
Segundo o subcomandante da GCM, Igor Rafael, Holly já possui experiência em ambientes hospitalares e costuma provocar reações positivas entre os pacientes. A presença do cão pode contribuir para a redução da ansiedade e proporcionar momentos de descontração, especialmente para pessoas que permanecem internadas por períodos prolongados.
Nesta nova etapa, o projeto será direcionado a crianças neurodivergentes, incluindo aquelas com transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
A analista de comportamento Fabiana Bortolotti explica que a cinoterapia não substitui os tratamentos convencionais, mas pode complementar o acompanhamento e estimular diferentes habilidades. Entre os possíveis benefícios estão o controle da ansiedade, o desenvolvimento da coordenação motora e o estímulo à interação.
O primeiro paciente atendido no novo espaço foi Anthony, de 9 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista nível 1 e transtorno opositor. O menino já realiza acompanhamento em uma clínica especializada de Rio Claro.
De acordo com a mãe, Arteniza Campero da Silva, Anthony apresentava dificuldades de comunicação e era bastante seletivo em relação à alimentação. A família recebeu com expectativa a oportunidade de participar do projeto.
Durante a primeira sessão, Anthony realizou atividades ao lado de Holly, incluindo exercícios em uma prancha, brincadeiras na piscina de bolinhas e atividades com uma bola. O contato com o animal ajudou o menino a se sentir mais confortável durante o atendimento.
A equipe responsável ressalta que as sessões contam com profissionais de diferentes áreas. Além do condutor do cão, um agente da Guarda Civil Municipal permanece no espaço durante o atendimento, acompanhado por um profissional da área da saúde.
Para Fabiana, a interação com o animal pode favorecer um ambiente mais tranquilo e contribuir para o desenvolvimento emocional e social das crianças. A expectativa da equipe é ampliar os benefícios do projeto e proporcionar novas experiências aos participantes.
Após a primeira atividade, Anthony aprovou a experiência e relatou ter ficado mais feliz e alegre. A mãe também avaliou positivamente o atendimento e destacou que a presença de Holly deixou o filho mais tranquilo e à vontade.
A iniciativa busca utilizar a relação entre crianças e animais como uma ferramenta complementar para trabalhar aspectos emocionais, motores e de interação, sempre em conjunto com o acompanhamento profissional adequado.
Fonte: g1.globo.com










