Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que, a cada mês, 77 pessoas morrem, em média, vítimas de afogamentos no Estado de São Paulo.
Apenas sete são internadas mensalmente, indicando alto índice de vítimas fatais nessas ocorrências. A pasta faz um alerta para os cuidados que banhistas devem ter no mar, piscinas, rios, lagos e cachoeiras.
Em 2010 (último dado consolidado disponível) houve 931 óbitos por afogamentos. Em 2009, foram 922. Já a média de internações por afogamento foi de sete por mês no Estado em 2010, alcançando um total de 91 pacientes.
Em 2009, o número havia sido 30% menor, com 63 internações no ano, representando média de cinco por mês.
Segundo o gerente operacional do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências) da Secretaria, Jorge Michel Ribera, os números são expressivos. Para ele, as condições naturais com temperaturas altas, especialmente no verão, a larga disposição de água doce na capital e no interior e a vasta extensão de praias no litoral aumentam potencialmente os riscos de acidentes.
AFOGAMENTO DE CRIANÇAS
O médico chama a atenção para os afogamentos específicos de crianças. Segundo ele, é um tipo de acidente comum especialmente em churrascos à beira de piscina. Os pais costumam relaxar acreditando que todos ao redor estão observando as crianças e não se atentam ao fato de que as festas trazem naturalmente muita distração.
SOCORRO
Tão importante quanto saber evitar o afogamento, é saber como prestar socorro. O ideal é que pessoas sem treinamento apropriado não tentem fazer salvamentos sozinhas com o próprio corpo, colocando a própria vida em risco. O mais adequado é fornecer para a vítima objetos que flutuem ou que sirvam como uma corda. Até mesmo uma garrafa pet pode ajudar a evitar um afogamento. É fundamental buscar socorro de salva-vidas ou bombeiros.
Veja abaixo a lista de ações preventivas para evitar acidentes como afogamento:
1- Designe uma pessoa específica para tomar conta de crianças. Essa pessoa deve, por exemplo, reduzir o consumo bebida alcoólica e se concentrar exclusivamente nas crianças;
2- Não confie na falsa impressão de segurança que comumente os pais têm com o uso de bóias e com a presença de outros banhistas conhecidos em torno da piscina;
3- No clube, lembre-se de que o salva-vidas tem um grande universo de pessoas para observar e de que a visão dele pode ser prejudicada pelo ângulo ou pela movimentação das pessoas;
4- Em locais de correnteza, jamais desobedeça a sinalização do Corpo de Bombeiros;
5- No mar, em rios e outros locais com correnteza, o ideal é que o nível da água não ultrapasse a cintura do banhista para que ele não seja surpreendido por depressões no solo ou ondas e correntes inesperadas;
6- Se for para o fundo usando uma boia, jamais a abandone, mesmo que perca o controle da situação;
7- Caso se sinta em perigo, evite gritar e não nade contra a correnteza para poupar o fôlego e evitar a fadiga. Sinalize pedido de ajuda com os braços e procure boiar.
8- No caso de perder o controle do corpo em rio, nade no mesmo sentido da correnteza e procure avançar lentamente pelas laterais até alcançar as margens.
9- Não mergulhe de cabeça em depósitos naturais de água, pois o fundo está em constantes transformações. O choque com o fundo pode causar de desmaios a sérios danos à coluna vertebral, expondo à vítima ao agravante de afogamentos.
10- Não entre na água caso esteja alcoolizado. A bebida alcoólica faz com que o banhista perca seu senso crítico relação ao mergulho.
11- Procure evitar mergulhos solitários. Sempre tenha uma companhia, que possa ajudá-lo no caso de imprevistos.
12- Evite ou redobre a atenção com mergulhos noturnos, há risco de acidentes com redes de pescadores (no caso de mares e rios) e a visibilidade do ambiente fica bastante limitada.
MORTES POR REGIÃO EM 2010:
Capital e região metropolitana – 360
Araraquara – 23
Baixada Santista – 47
Bauru – 47
Campinas – 59
Piracicaba – 31
São João da Boa Vista – 20
Sorocaba – 86
Vale do Paraíba e Litoral Norte – 91
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